Serviço Social e Psicologia na Educação
Você já pensou em criar uma lei? A exemplo da Ficha Limpa, a vontade e organização da população podem fazer o que os nossos caros representantes não fazem. Hoje iniciamos uma nova luta: a mobilização pela implantação do SERVIÇO SOCIAL e do PROFISSIONAL PSICÓLOGO nas escolas. De acordo com a constituição brasileira, leis populares não podem reduzir impostos ou o salário das autoridades, nem mexer no orçamento.
terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Importância do diagnóstico precoce dos transtornos mentais
Os transtornos mentais são democráticos. Mesmo nas cidades mais distantes e isoladas do mundo, com natureza, paz e tranqüilidade, eles podem começar cedo, na infância. Por isso, uma ampla campanha de orientação, educação, informação e reconhecimento deve ser instituída na sociedade, orientando, principalmente, pais e professores.
Cerca de 3% da população brasileira (cerca de 5,4 milhões de pessoas) sofre de transtornos mentais severos que precisam de cuidados médicos contínuos. De 6% a 10% (entre 10,8 e 18 milhões) acabam sendo vítimas de transtormos causados pelo uso de drogas e álcool.
domingo, 3 de abril de 2011
A partir da experiência que ocorre em São Paulo com a aprovação da última versão do Projeto de Lei 837, de 05 de Julho de 2005, que dispõe sobre a Introdução de Assistentes Sociais e Psicólogos em cada Escola Pública. Pode-se demonstrar que esse projeto também poderá chegar a outros Estados do país, assim mostra-se a importância da compreensão dessa Lei e como vem se discutindo sobre a atuação do Assistente Social e sua contribuição para o contexto educacional.
Desta forma destaca-se que a última versão do PL que quer Assistentes Sociais e Psicólogos nas escolas, o Artigo 1º e 2º do PL (2003), diz:
Art. 1º O Poder Público deverá assegurar atendimento por Psicólogos e Assistentes Sociais a alunos das escolas públicas de educação básica que dele necessitarem.
§ 1º O atendimento previsto no caput deste artigo será prestado por Psicólogos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e por Assistentes Sociais vinculados aos serviços públicos de assistência social.
§ 2º Os sistemas de ensino, em articulação com os sistemas públicos de saúde e assistência social, deverão prever a atuação de Psicólogos e Assistentes Sociais nos estabelecimentos públicos de educação básica ou o atendimento preferencial nos serviços de saúde e assistência social a alunos das escolas públicas de educação básica, fixando em qualquer caso número de vezes por semana e horários mínimos para esse atendimento.
Art. 2º Esta lei entra em vigor um ano após a data de sua publicação. (PROJETO DE LEI, nº 837. 01 julh. 2005).
Nota-se através do Projeto de Lei e destes dois artigos acima citados que as autoridades públicas percebem a importância da equipe de profissionais técnicos no sistema educacional, em especial o Assistente Social, para a prestação de assistência aos alunos e seus familiares, sendo um intermediário entre a comunidade e a escola.
Assim sendo, segundo Morin (2003) a educação para a cidadania deve ser uma educação contextualizada, global, multidimensional e complexa. Desta forma, o indivíduo deve também ser visto como um ser global, inserido numa família e na comunidade.
Assim sendo, mesmo diante das lutas já alcançadas e dos percalços encontrados na efetivação deste Projeto de Lei e sua regulamentação, alguns pesquisadores na década de noventa começaram a discutir sobre as contribuições do Serviço Social na educação, dentre eles Backahaus (1992), Almeida (2000), Camardelo (1994) e algumas pesquisas no 8º e 9º Congresso Brasileiro de Assistente Social (CBAS), realizados em 1995 e 1998.
A prática do Assistente Social situa-se numa perspectiva crítica, e se faz participante da transformação social, portanto, segundo Novais (2001, p. 13), o profissional do Serviço Social deverá através desta desenvolver as seguintes atividades:
• Pesquisa de natureza sócio-econômica e familiar para a caracterização da população escolar;
• Elaboração e execução de programas de orientação sócio-familiar, visando prevenir a evasão escolar e melhor o desempenho e rendimento do aluno e sua formação para o exercício da cidadania;
• Participação, em equipe multidisciplinar, da elaboração de programas que visem prevenir a violência; o uso de drogas e o alcoolismo, bem como visem prestar esclarecimento e informações sobre doenças infecto-contagiosas e demais questões de saúde pública;
• Articulação com instituições públicas, privadas, assistenciais e organizações comunitárias locais, com vistas ao encaminhamento de pais e alunos para atendimento de suas necessidades;
• Somente com o objetivo de ampliar o conhecimento acerca da realidade sócio-familiar do aluno, de forma a possibilitar assisti-lo e encaminhá-lo adequadamente;
• Elaboração e desenvolvimento de programas específicos nas escolas onde existem classes especiais;
• Empreender e executar as demais atividades pertinentes ao Serviço Social, previstas pelos artigos 4º e 5º da lei 8662/93. (NOVAIS, 2001, p. 13).
Verifica-se que a atuação do profissional Assistente Social nas escolas está presente nas mais variadas expressões cotidianas, tanto nas relações externas, como a família, sociedade e entre outros, quanto nas relações internas que são os diferentes conjuntos como, diretores, os docentes e alunos, entre outros que compõem o campo educacional.
Compreende-se que a prática profissional do Assistente Social não está firmada sobre uma única necessidade, sua especificidade está no fato de atuar sobre várias necessidades. Assim, para que esta prática contribua no processo educacional, é preciso que seja crítica e participativa e esteja relacionada com as dimensões estruturais e conjunturais da realidade, ou seja, baseada no conhecimento da realidade em sua totalidade.
Para Backhaus (1992, p.54), alguns procedimentos que poderão ser adotados com êxito pela equipe interdisciplinar são:
• Ter sempre presente que a pessoa (indivíduo) deve ser considerado na sua experiência, no processo de trabalho grupal e comunitário e no contexto onde ela própria constrói e vai se construindo;
• Levar em conta a questão da “motivação” dos integrantes do grupo, como ênfase a realização de um bom trabalho;
• Buscar a conquista de espaços dentro e fora do grupo- “posicionar-se”;
• Expor sentimentos, usar de franqueza e espontaneidade nas trocas com os outros integrantes do grupo, nas discussões, trabalhar a “idéia” e, sobretudo, perguntar a “união grupal ”;
• A conquista da liberdade de opinião é primordial à interação grupal; os posicionamentos devem ser discutidos em nível de equipe (profissionalmente) e não a nível pessoal. Os resultados precisam vir ao encontro, visando o aperfeiçoamento do conjunto. (BACKHAUS,1992, p.52).
Segundo a autora acima, nota-se que os profissionais precisam fazer troca de saberes e de intersubjetividades para a realização da prática, pois quanto maior a integração do grupo, a busca de conhecimentos e a realização de um trabalho unificado, maiores serão as condições de intervir na realidade escolar, confrontar e solucionar os problemas nela encontrados.
Para Almeida (2000, p.2), a prática do assistente social na escola significa:
[...] pensar sua inserção na área de educação não como uma especulação sobre a possibilidade de ampliação do mercado de trabalho, mas como uma reflexão de natureza política e profissional sobre a função social da profissão em relação as estratégias de luta pela conquista da cidadania através da defesa dos direitos sociais das políticas sociais.
A função social da profissão do Assistente Social pode ser auxiliada a partir da teoria gramsciana, pois esta reconhece a importância do sujeito nas inúmeras mudanças sociais. Assim, em meio às mudanças sociais que vêm ocorrendo, o Serviço Social também contribui com seu saber para impulsionar uma reflexão política aos segmentos populacionais, em que também possam reconhecer seus direitos e deveres, para exercerem sua cidadania. É este mesmo trabalho árduo que deverá ser feito entre escola/aluno e seus respectivos familiares e comunidade.
Foram esses pressupostos que nortearam o levantamento da pesquisa de (LOPES, 2005) Serviço Social e Educação: As perspectivas de avanços do profissional de Serviço Social no sistema escolar público a partir de duas escolas públicas, uma da cidade de Marília-SP e outra da cidade de Garça-SP que, por meio dos alunos, diretoria e professores, poderão contribuir proficuamente para a confirmação ou não da hipótese desta pesquisa, ou seja, a de demonstrar a importância ou não do Assistente Social em cada unidade escolar.
Para isso foram utilizados como instrumento do levantamento de dados dois questionários, que inquiriram a respeito do conhecimento por parte dos alunos, professores e diretores das unidades escolares pesquisadas, sobre a atuação do Assistente Social na escola, sua importância e a possibilidade de implementação de intervenções nas questões sociais.
CONTEÚDO DAS QUESTÕES | Professores | Alunos | Direção | Total |
Do conhecimento acerca da atuação do Assist. Social | 40% | 15% | 45% | 100% |
Alunos, diretores e professores que acreditam ser importante o Assist. Social no sistema escolar | 35% | 25% | 40% | 100% |
Pais de alunos que tiveram contato com Assist. Social |
| 60% |
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Alunos que gostariam de ter Assist. social nas Escolas |
| 85% |
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Diretores e Professores que conhecem os Projetos de Lei | 23% |
| 44% |
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| Diretores e Professores que conhecem e não Conhecem o papel do Assistente Social na sociedade |
50% |
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50% |
100% |
| Da importância de equipe interdisciplinar na escola | 50% |
| 50% | 100% |
Conforme os dados referidos acima, inclusive na última pergunta, é possível compreender que os problemas enfrentados pelas escolas são em sua maioria, problemas de ordem social, envolvendo sempre a escola, a família e a comunidade. Diante deste contexto social, é fundamental a prática do Assistente Social, pois segundo Novais (2001), citado anteriormente neste estudo, são necessárias técnicas para trabalhar essas questões. Primeiramente fazer um estudo diagnóstico dessa realidade, trabalhar em equipe interdisciplinar, traçar projetos para trabalhar família e escola, articular com outras instituições a fim de criar parcerias para possíveis encaminhamentos, dentre outras atribuições pertencentes ao Assistente Social, previstas no Código de Ética Profissional, Lei 8662/93 que regulamenta a profissão, Art. 4º e 5º.
CONCLUSÃOO objetivo desta pesquisa foi contribuir para o estudo da ampliação e compreensão da atuação do Assistente Social no sistema escolar público.
Para identificar esta relação entre Serviço Social e Educação, buscou-se uma aproimação teórica e prática. No estudo bibliográfico, sobretudo das correntes sociológicas, constatou-se que as escolas, enquanto instituições sociais, são reprodutoras do sistema capitalista, devendo cumprir os ditames e as normas das Instituições Internacionais, o Banco Internacional de Reestruturação e Desenvolvimento (BIRD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), pois financeiramente são dependentes delas.Identificou-se também que o processo de democratização ocorrido no Brasil nas décadas de 80 e 90 facilitou o acesso dos alunos às escolas, houve realmente uma ampliação da política educacional no nível quantitativo, mas não qualitativo, notou-se que as escolas têm quantidade, mas falta a democratização da qualidade e do acesso ao conhecimento.
Compreendeu-se, por meio do processo metodológico desta pesquisa, que uma possível inserção do Assistente Social no quadro de profissionais da educação contribuirá para que a escola execute sua função social, de proteção dos direitos fundamentais da criança e do adolescente, como assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), inclusive o direito à Cultura, pois os problemas sociais como: evasão escolar, indisciplina, dificuldade econômica, desagregação familiar, envolvimento em drogas, gravidez precoce, desinteresse do aluno, dentre outras questões emergentes, exigem a intervenção de uma equipe interdisciplinar.
A constatação, por meio de um estudo bibliográfico preliminar, levou à confirmação da hipótese deste estudo, pois há realmente a necessidade e relevância da presença do Assistente Social nas escolas. Isto vem sendo confirmado através da pesquisa de campo, na qual se percebe que a escola, enquanto transmissora de conhecimento e cultura, vem perdendo essa identidade, incumbindo-se de trabalhar as problemáticas sociais apresentadas pelas famílias. Portanto, faz-se necessária a aprovação da última versão do Projeto de Lei 837, de 05 de Julho de 2005, que dispõe sobre a Introdução de Assistentes Sociais e Psicólogos em cada Escola Pública.
Assim, mostra-se a necessidade do reconhecimento dessa emergência pela categoria que também deve reivindicar a sua atuação na área da educação, proporcionando que se abra um novo campo de atuação para o Assistente Social.
O que consiste o trabalho prático do psicólogo na educação?
O que consiste o trabalho prático do psicólogo na educação?
Num primeiro momento, relacionar os conhecimentos específicos da Psicologia com os conhecimentos educativos. Para isso é necessário conhecer os temas da educação e o funcionamento da escola enquanto instituição característica para que estes conhecimentos possam ser articulados.
Cabe ressaltar que o trabalho prático, a que se refere Vygotsky, não é um trabalho afastado da teoria, nem uma superposição do campo psicológico sobre o educacional, e sim um trabalho de reflexão da prática a partir da teoria.
Assim, apoiado em seus pressupostos teóricos e estes, por sua vez, já articulado ao conhecimento educativo, a grande contribuição do psicólogo escolar reside nos bastidores da instituição, isto é, sua ação deve desenvolver-se prioritariamente com os professores e não com os alunos, contribuindo para que eles estejam cada vez mais fortalecidos e instrumentalizados para uma atuação de qualidade junto ao alunado.
Hoje não temos dúvidas de que o trabalho mais importante que um psicólogo possa desenvolver nas instituições de educação é a formação em serviço de seus educadores.
Neste sentido, sua contribuição pode apontar algumas direções: Ajudar o educador a refletir sobre sua infância, para melhor compreender a infância de seus alunos;
Contribuir para que o educador infantil possa rever sua identidade enquanto profissional, encontrando um sentido cada mais significativo par seu fazer pedagógico; Auxiliar o educador no convívio das relações grupais; - nas relações de equipe e na construção da turma enquanto grupo;
Ajudar o educador a refletir sobre sua família para melhor compreender a dinâmica familiar de seus alunos e novo perfil familiar ;
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Mas, além disso, o que pode fazer o psicólogo escolar?
Pode: desenvolver trabalhos de Orientação Vocacional e Profissional com os alunos; desenvolver ações preventivas junto com o corpo docente no que se refere ao uso de drogas; desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para os alunos sobre sexualidade, ética, agressividade...desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as famílias sobe desenvolvimento humano, prevenção do uso de drogas, sexualidade, agressividade, ética, .desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para as famílias sobre o desenvolvimento acadêmico dos alunos; desenvolver ações esclarecedoras junto com o corpo docente para famílias e alunos sobre a metodologia e os objetivos da escola; participar com toda equipe da escola da construção de seu projeto político pedagógico; desenvolver trabalho de relações grupais para que a equipe da escola possa cada dia melhorar suas relações interpessoais. Artigo adaptado do texto: “O psicólogo e a educação – uma relação possível” publicado no livro “A práxis na formação de educadores infantis” da mesma autora. Ed. DP&A. 2002. RJ.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Atribuições do psicologo
I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.
IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo científico de conhecimento e de prática.
V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão.
VI. O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.
VII. O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se de forma crítica e em consonância com os demais princípios deste Código.